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LAPA : ESTAÇÃO DOS PROBLEMAS EM SALVADOR .















Sufoco. “Meu filho, ninguém tem pena d’agente aqui. Todo dia é uma correria, um aperto para pegar um ônibus. E além de demorar a chegar, como a fila já está imensa, tem dia que ainda vou em pé”, lamenta a vendedora ambulante Cláudia Carvalho, 53, enquanto, impaciente e com a aparência cansada, às 17h30, pena na Estação da Lapa, à espera do coletivo para o bairro de Canabrava. Mau cheiro. “Por todo o canto que a gente passa nesta estação, o odor nos acompanha. Os mal-educados fazem suas necessidades em qualquer lugar. Claro, né? Os banheiros também são imundos e não têm estrutura. Isso aqui parece mais um lixão”, indigna-se o bancário Anderson Nunes, 26, há 20 minutos suportando o aroma desagradável, no subsolo do terminal de transbordo. Sujeira. “Pode conferir. Mostre tudo mesmo. Olha pra isso! É garrafa, copo, embalagem... Enfim, é revoltante. E eu vejo todo santo dia as pessoas jogando o lixo fora das lixeiras. Aliás, cadê as lixeiras? As poucas que têm estão entupidas, quando não estão quebradas”, reage a auxiliar administrativo Aline Bispo, 23, que encontra dificuldades para achar um local adequado para descartar a lata do refrigerante que acabou de consumir.

Más companhias. “Vou te contar uma coisa. Como a gente sofre, viu? Já não bastam os ‘cavalos’ que se tornam certos seres humanos por qualquer bobagem e ainda temos que dividir um espaço precário desse com ratos, baratas e outras pragas. Experimenta ficar perto de qualquer esgoto aí para ver o que acontece”, sugere a promotora de vendas Camila Brito, 25, relembrando que já chegou a correr com medo de um rato. “Tenho pavor”, ressalta. Assédio. “Vem aumento de passagem, vem IPTU. Vem é coisa! Além de tudo isso, você está cansado depois de um dia inteiro de trabalho, ‘louco’ para chegar em casa e tem que ficar tolerando um monte de gente te pedindo um trocadinho, tio? Ah, haja paciência!”, chateia-se o vendedor Marcos Araújo, 31, em referência à quantidade de mendigos que circulam pela estação.

Insegurança. “Dá medo circular pela Lapa. Eu redobro a atenção, ainda mais que trabalho perto do Colégio Central e naquele trecho das escadas de acesso para a estação acontecem assaltos direto. Eu só vivo ligada, apesar de que se for abordada não vou poder reagir. Um deserto. Falta policiamento, falta respeito ao cidadão”, reclama Rosângela Mangueira, operadora de caixa, 29, enquanto relata já ter presenciado diversos roubos. “Só Deus mesmo para nos proteger. Graças a Ele, nunca aconteceu nada comigo”, diz, aliviada. Entre tantos nomes, tantos problemas. As reclamações ilustram o cenário da Estação de Transbordo Clériston Andrade, conhecida como Lapa, por onde, diariamente, transitam, em média, 460 mil pessoas. A estrutura, com 30 mil metros quadrados de área construída, apresenta infiltrações, pisos quebrados, escadas rolantes paralisadas... “Uma desestrutura”, define a operadora de caixa Rosângela Mangueira.

FONTE : JORNAL TRIBUNA DA BAHIA POR ELIELSON BARSAN .

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