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TESTEMUNHA DE MENSALÃO DIZ QUE ARRUDA TENTOU SUBORNO .

Testemunha do escândalo do mensalão do Distrito Federal, o jornalista Edmilson Édson dos Santos, conhecido como Sombra, afirmou hoje que o grupo do governador José Roberto Arruda tenta cooptá-lo desde o último dia 8 de janeiro. Sombra disse que chegou a receber oferta de R$ 3 milhões para que entregasse a Arruda vídeos inéditos sobre o caso e prestasse depoimento à Polícia Federal em favor do governador. Amigo de Durval Barbosa, o ex-secretário de Arruda que gravou e denunciou a corrupção no governo do DF, Sombra foi quem o incentivou a delatar o esquema. Sombra disse desconfiar que o grupo de Arruda estava preparando uma armadilha: se ele aceitasse o suborno, afirma, o governador usaria isso para desacreditar as denúncias de Durval Barbosa. O jornalista afirmou que foram várias tentativas de aproximação. O primeiro a procurá-lo foi o deputado Geraldo Naves (DEM), integrante da base aliada de Arruda na Câmara Legislativa do DF. Como prova de que estava agindo em nome de Arruda, Naves levou para Sombra um bilhete escrito pelo próprio governador, com indicações de que o jornalista seria recompensado caso mudasse de lado. A estratégia era fazer com que ele abandonasse Durval e prestasse depoimento à PF lançando dúvidas sobre a veracidade os vídeos em que Arruda e aliados aparecem recebendo dinheiro. Se houvesse acordo, o depoimento de Sombra facilitaria a defesa do governador, que responde a inquérito no Superior Tribunal de Justiça. Sombra, que é dono de um pequeno jornal no DF, diz que o grupo também pretendia obter dele vídeos que comprometessem o ex-governador Joaquim Roriz, arqui-inimigo de Arruda.

O jornalista afirma que, dias após os primeiros contatos, o governador trocou de interlocutor. Saiu o deputado Naves e entrou o então secretário de Comunicação do DF, Wellington Moraes, que teria posto o próprio Arruda em contato telefônico com Sombra. Num terceiro momento, diz o jornalista, Arruda destacou um amigo comum, Antônio Bento da Silva, conselheiro do Metrô do DF, para intermediar o contato. Sombra, então, avisou a PF, que passou a monitorar a tentativa de suborno. Ontem, Bento foi preso ao entregar R$ 200 mil ao jornalista. Em depoimento, Bento afirmou que o dinheiro fora enviado por um assessor direto de Arruda. Pela negociação, Sombra teria de assinar um documento declarando ter sido procurado por Durval Barbosa para editar os vídeos da corrupção no governo Arruda. Sombra entregou à PF uma cópia da declaração, cujos termos foram negociados com os supostos emissários de Arruda. "No instante em que percebi que os vídeos estavam sendo manipulados e forjados com o nítido propósito de incriminar o governador do DF, deputados locais, secretários de estado e até políticos de outros estados, me recusei a trabalhar nos vídeos", diz o documento. Procurado pelo jornal O Estado de S. Paulo, o ex-secretário Wellington Moraes negou que tenha intermediação qualquer negociação de suborno. O deputado distrital Geraldo Naves não foi localizado.

FONTE : AGÊNCIA ESTADO .

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