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METRÔ DE SALVADOR, AFINAL, ENTRA NOS TRILHOS .

Falta pouco para que as obras do metrô sejam finalizadas .

Dez anos se passaram e afinal falta muito pouco para que as obras do metrô de Salvador sejam finalizadas. Pelo menos esta é a posição dada tanto por uma das empresas consorciadas responsáveis pela execução do projeto, a Camargo Correa, quanto pelo vice-prefeito Edvaldo Brito, único representante municipal autorizado a falar sobre o assunto por designação do prefeito João Henrique. Segundo ele, 98% das obras estão concluídas e os 2% restantes correspondem aos equipamentos responsáveis pelo funcionamento dos seis quilômetros de extensão. A assessoria de comunicação da Camargo Correa se limitou apenas a informar que nesta fase de finalização das obras, 200 profissionais estão envolvidos. O vice-prefeito confirma que restam agora os últimos ajustes como a energização e alguns complementos referentes ao acabamento. “Todos nós sabemos que o acabamento é o mais demorado de uma obra. Os equipamentos da Siemens chegaram, mas falta instalar. A Coelba já está fazendo a energização. Estamos refazendo o cronograma com o consórcio Metrosal para definir quando iremos colocar os trens”, informou Brito.

O vice-prefeito tem se reunido semanalmente com a Companhia de Transportes de Salvador para ajustar os problemas jurídicos que, segundo ele, estão contribuindo para a demora de conclusão das obras. “Seria arriscado falar em datas para o metrô entrar em funcionamento, mas desde quando assumi a coordenação do metrô estamos conseguindo vencer todos os obstáculos que vêm surgindo”, enfatizou Brito. Nas estações e sub-estações do metrô, a quantidade de operários trabalhando revela que se trata realmente de uma obra em fase de conclusão. Os poucos funcionários responsáveis por esta fase da obra se concentram agora na estação da Rótula do Abacaxi, em Brotas e na sub-estação da Avenida Bonocô.Uma década - As obras do metrô tiveram início em janeiro de 2000 e o trajeto da primeira fase, que seria de 13 km, foi reduzido pela metade. No entanto, os custos passaram de R$ 543,3 milhões para R$ 1 bilhão. O aumento, gerado principalmente em gestões passadas, foi em decorrência de alterações do projeto e do não cumprimento do cronograma. Salvador é a terceira capital do País e uma das poucas do Brasil ainda sem metrô. A população enfrenta diariamente sérios problemas com o transporte público. O fato tem levado especialistas a afirmarem que a falta de planejamento e de investimentos em políticas públicas contribuiram para aumentar as dificuldades dos usuários do sistema. Outro fator que também está contribuindo para agravar ainda mais os quilométricos congestionamentos em horário de pico é o aumento do poder de compra do brasileiro, atrelado às facilidades disponibilizadas para o consumidor para adquirir um carro. O número de veículos tem aumentado a ponto de estudiosos afirmarem que em pouco tempo o trânsito da capital baiana entrará num colapso. “Pensamos em resolver um problema particular, que é chegar mais cedo ao trabalho, daí compramos um carro. Mas, sem querer, acabamos prejudicando o coletivo, porque a cidade não comporta tantos carros na rua”, contou o corretor de imóveis, Israel Porto.

FONTE : JORNAL TRIBUNA DA BAHIA/Maria Rocha .

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