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VEREADORES APONTAM IRREGULARIDADE NA CARNE CONSUMIDA NO HOSPITAL DE IRECÊ .


Secretário diz que o ato é meramente político .

Por volta das 13h30min de ontem, os vereadores de oposição ao prefeito Zé das Virgens de Irecê, Henrique Sobral, Melquíades Moitinho, Gilmar Roza, Hildegar Mendes e Jossivaldo Vaz estiveram no Hospital Regional de Irecê (HRI), segundo disseram, para cumprir o papel legislativo de fiscalizar. Eles adentraram no hospital, indo direto para a cozinha, no intuito de constatar denúncias de que a carne consumida pelos clientes daquela unidade de saúde não estava de acordo com os procedimentos legais. De acordo os vereadores, eles encontraram resistência de prepostos do HRI e chegaram à cozinha a contragosto dos funcionários. Os parlamentares compreendem que a carne adquirida pelo município não apresenta o cumprimento dos critérios da Vigilância Sanitária. “Falta o carimbo e selo do frigorífico responsável, caracterizando que a carne não passou pela inspeção devida”, disse Melquíades, reforçado por Henrique Sobral, que diz ter encontrado a carne em condições inadequadas. “A carne não se encontrava na embalagem tecnicamente orientada e passaram ao menos quatro horas sobre a tampa do freezer, sem nenhum acondicionamento, tempo este que estivemos no hospital, sem contar outras possíveis horas que lá já se encontrava”, diz Sobral.Henrique chama a atenção ainda para o fato de que “a carne estava sendo transportada numa carrocinha de mototaxi, principal motivo da denúncia que recebemos, e isso é inaceitável”.

PREPOSTOS DA ADAB – Agência de Defesa Animal, segundo disse o vereador Henrique, afirmaram que o problema não é de competência do órgão, a não ser a questão do transporte. O diretor da 21ª Dires, Jair Pereira, afirmou que a carne consumida pelos clientes do Hospital Regional tem referência, é muito bem inspecionada e que o fato de não encontrar os carimbos em cada quilo de carne, "é porque o frigorífico vende em partes inteiras, as quais são desossadas nos açougues conveniados e as partes internas, até mesmo algumas externas, não aparecem com o selo nem carimbo, até porque, não vai se aplicar carimbo e selo em cada centímetro da carne, para que possa aparecer tais marcas”, disse Jair Pereira . O diretor da 21ª Dires concorda com os vereadores no que se refere à irregularidade no transporte da mercadoria e que notificou a direção do Hospital para a correção. Até o fechamento desta matéria, a reportagem não conseguiu falar com os gestores do hospital, sobre o assunto. O ex-vereador e atual secretário de governo do município de Irecê, José Angelo Dourado, disse que a ação dos vereadores é eminentemente política. “Eles estão buscando criar fatos, principalmente porque os serviços de saúde no município de Irecê se tornaram referência para toda a Bahia. Temos hoje um dos melhores serviços médico-hospitalar, sendo elogiados por pessoas do município e de toda a região que vem para cá, por isso o desespero dos nossos adversários”, afirmou o secretário.

De acordo com ele, os vereadores praticaram uma invasão ilegal, pois não dispunham dos aportes judiciais devidos, não se encontravam acompanhados das autoridades competentes para a missão, nem estavam cumprindo ordenamento constitucional, nem regimental da Câmara de Vereadores, que dão base legal para atos parlamentares de investigação.Os vereadores discordam e ratificam que estavam cumprindo a obrigação legislativa de fiscalizar os atos do Executivo, para preservar os interesses dos munícipes. Henrique Sobral disse ter estranhado que os órgãos do Estado, “para prejudicar os pequenos criadores, quando verificavam qualquer irregularidade, dois anos atrás, imediatamente apreendiam os produtos e incineravam, e que agora, surpreendentemente não adotam os mesmos procedimentos. Isto é, adotam dois pesos e duas medidas”, salientou o vereador. Segundo ele, o Ministério Público será acionado para se pronunciar, assim como o frigorífico que fornece a carne para o hospital. “Tanto o Ministério Público, assim como o frigorífico deverão se manifestar sobre o assunto, esclarecendo se a carne está legalmente comercializada e manejada para o consumo humano”, disse.

FONTE : JORNAL CULTURA & REALIDADE DE IRECÊ .

2 comentários:

  1. Se a carne não é de qualidade porque que não tomaram providências logo em?? Vai ficar assim,as pessoas que precisam de auxilio é quem esta sendo prejudicado. Cadê a Virgilância Sanitária de Irecê,acorda ai gente .

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  2. A fiscalização ta onde que não ver isso .

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