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CAETANO VELOSO PEDE EM MIAMI FECHAMENTO DA PRISÃO DE GUANTÁNAMO .

MIAMI (AFP) - O cantor e compositor brasileiro Caetano Veloso encerrou na noite desta terça-feira em Miami a turnê de lançamento nos Estados Unidos de seu último álbum, "Zii e Zie", que inclui um forte apelo ao governo americano para que a base de Guantánamo, em Cuba, seja fechada. A música, quase falada, com um golpe permanente de percussão que Caetano acompanhou com imagens de Cuba, apesar de o assunto ser considerado delicado em Miami, exorta os Estados Unidos a levarem em conta sua base militar de Guantánamo quando exigem que os Direitos Humanos em solo cubano sejam respeitados. Em seu último disco, "Zii e Zie" ("Tios e Tias", em italiano), Caetano transita por um som experimental que denomina "transamba", que une samba e rock, e ao qual acrescenta distorções, dissonâncias e "ruídos" que surpreendem aqueles acostumados à voz suave e às melodias tranquilas do músico bahiano .

"Zii e Zie", álbum que ganhou um Gramy Latino em novembro, foi lançado nos Estados Unidos este mês e Caetano o apresentou nos últimos dias em Nova York, Washington DC, Boston, Los Angeles e San Francisco, antes do encerramento em Miami de uma turnê que começou em 2009 no Brasil e seguiu por América Latina e Europa. A prisão na base americana em Guantánamo, que o governo de Barack Obama disse que fecharia, aloja mais de 200 detentos suspeitos de terrorismo, sem acesso a advogados e que não foram julgados, uma situação que gera questionamentos em todo o mundo por parte de organizações de Direitos Humanos.

FONTE : AFP .

Jornal Centro Oeste Bahia '

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3 comentários

  1. Só podia ser desse maravihosos compositor brasileiro a iniciativa de protesto para acabar com a catástrofe chamada GUNATÁNAMO!

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  2. * Caetano fala sobre acusações de Fidel em 19/06/2008 , no jornal O Globo que publicou a seguinte matéria,“Guantánamo: Fidel critica opinião de Caetano” (caderno Mundo, página 36), que continha o seguinte trecho:

    HAVANA. O líder cubano Fidel Castro criticou declarações do músico brasileiro Caetano Veloso num livro cujo conteúdo foi divulgado ontem. Fidel interpretou como um pedido de perdão aos Estados Unidos comentários de Caetano sobre sua música “Baía de Guantánamo”, parte do repertório do novo disco do compositor.

    Para Fidel, a declaração foi uma “prova da confusão e do engano semeados pelo imperialismo”. No texto intitulado “Fidel, Bolívia e algo mais”, o líder cubano critica o fato de Caetano ter se dito “100% mais” do lado dos Estados Unidos do que de Cuba em matéria de direitos humanos, em entrevista publicada pela “Folha de S. Paulo” em 26 de maio.

    “Se eu fosse um tipo de pessoa de esquerda, pró-Cuba, anti-Estados Unidos, não sentiria decepção alguma pelo que ocorreu nas prisões de Guantánamo”, segundo reproduz Fidel em seu prefácio a partir das declarações publicadas no jornal brasileiro.

    “Em duas palavras: o músico brasileiro pediu perdão ao império por criticar as atrocidades cometidas naquela base naval em território ocupado de Cuba”, disse Fidel, de 81 anos, que passou a se dedicar a escrever depois de ter se afastado do governo.

    Caetano declara:

    “Não pedi perdão a ninguém. Procuro pensar por conta própria. Minha irreverência diante dos poderes estabelecidos é impenitente. Dois dias depois de dar a entrevista citada por Fidel, eu disse à televisão austríaca que a tendência sociológica de considerar o racismo no Brasil pior do que o apartheid na África do Sul é uma manobra da CIA. Sou um artista. Minhas palavras são: criação e liberdade. Se não me submeto ao poderio norte-americano, tampouco aceito ordens de ditadores. Fidel nos deve explicações a respeito de sua identificação com os estados policiais que o comunismo gerou. Hoje toda a esquerda silencia sobre a Coréia do Norte, como silenciava sobre a União Soviética na minha juventude. A canção “Base de Guantánamo” não seria composta se eu não tivesse a evidência de que nos Estados Unidos há respeito aos direitos dos cidadãos como não se vê em Cuba. A decisão da Suprema Corte americana, reconhecendo o direito a habeas corpus aos prisioneiros de Guantánamo é expressão disso. Tampouco seria possível a canção sem o valor simbólico que a revolução cubana tem em nossas mentes. Lembro de ter sentido, quando excursionava com Fina Estampa, que a tragédia de Cuba (com liberdades cerceadas na ilha e uma população inimiga do regime atuando em Miami) era mais vital do que a segurança dessangrada de Porto Rico. Tenho idéias e reações emocionais complexas. Não aceito pacotes fechados. O texto de Fidel é autocongratulatório, prolixo e injusto. Sobretudo com Yoani Sánchez, a cubana que mantém o blog “Generación Y” (http://www.desdecuba.com/generaciony/). Ela e seu marido Reinaldo Escobar deram a resposta que eu gostaria de dar a Fidel. Ainda volto ao assunto.”

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  3. Olá Verônica,tudo bem?? Obrigado por seguir o BLOG XIQUESAMPA .

    Sobre Caetano, Isso só mostra a qualidade do cantor baiano que recentemente foi criticado e mau interpretado por muita gente e principalmente pela midia,quando Caetano falou do sobre das qualificações do Presidente Lula . Caetano é uma das poucas pessoas que conchece tanto a nossa politica interna como externa .

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