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O BRASIL NA CORRIDA ESPACIAL .


Lá se foram quatro anos desde a missão do primeiro - e até agora único - astronauta brasileiro, Marcos Cesar Pontes, à órbita terrestre. Foi o momento mais marcante de um programa espacial que, apesar das idas e vindas, já tem cinco décadas de história. Mas por que afinal o Brasil está nessa?



ESPECIAL EXPLORAÇÃO ESPACIAL :

A principal razão certamente foi notada por Pontes lá em cima mesmo, ao olhar para a Terra de uma das escotilhas da Estação Espacial Internacional (ISS): há muita coisa aqui embaixo que só se pode ver lá de cima. Num país de dimensões continentais, fortemente dependente das telecomunicações por satélite e com grandes territórios para monitorar, o acesso ao espaço simplesmente não pode ser negligenciado. Um exemplo gritante da utilidade do programa espacial para o Brasil é o monitoramento das florestas brasileiras. Com a ajuda de imagens de satélite, o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) já acompanha, em tempo real, o desmatamento da Amazônia. Munido desse recurso, o governo pode agir com mais eficácia para conter o corte ilegal e punir os responsáveis. Não há dúvida de que o sucesso na proteção das matas passa pelo espaço. E esse é só um exemplo, de muitos. Outro: o espaço será fundamental para que o Brasil tenha uma real noção das transformações ambientais causadas pelas mudanças climáticas. Previsões geradas por modelos computadorizados do aquecimento global, como a iminente savanização da Amazônia (a transformação da mata fechada em cerrado), poderão ser observadas com mais precisão a partir de recursos de satélites. Isso tudo sem falar nas telecomunicações, que, num país do tamanho do nosso, não podem ter o alcance necessário sem a ajuda das transmissões por satélite. Como se vê, o Brasil não está nesse ramo pelos sonhos românticos de exploração de outros planetas, ou coisa do tipo. Sua preocupação é bem "terrestre": zelar pelos seus recursos e, se possível, de quebra, faturar um troco.

NEGÓCIOS Á PARTE :

O ramo de lançamento de satélites pode ser bastante lucrativo, sobretudo para quem está bem localizado para colocá-los em órbita. Quanto mais próxima uma base de lançamento está da linha do equador, maior é a economia de combustível para atingir uma mesma órbita. E não há instalação mais bem localizada no mundo hoje que o Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, apenas 2 graus ao sul do equador. O programa espacial brasileiro trabalha em duas frentes para realizar esse potencial: o desenvolvimento de seu próprio foguete, o VLS-1 (Veículo Lançador de Satélites), que teria como objetivo dar acesso independente ao espaço, ainda que apenas para artefatos leves e em órbitas baixas, e uma parceria com a Ucrânia para usar o poderoso foguete Cyclone-4 a partir da base brasileira, com fins comerciais. Infelizmente, os dois projetos estão caminhando a passos de tartaruga. O problema principal é um só: falta grana. Desenvolver tecnologia espacial é possivelmente a coisa mais cara que existe, e o governo brasileiro no momento não aloca mais que R$ 300 milhões por ano em seu orçamento para a Agência Espacial Brasileira. Pode parecer uma fortuna, mas para aplicações espaciais é muito pouco. que vá se realizar antes de 2012.

FONTE : YAHOO NOTICÍAS .
LINK COMPLETO DA MATÉRIA http://br.noticias.yahoo.com/s/06042010/48/manchetes-programa-espacial-brasileiro-nessa.html

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