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SÉRIE RECORDAR É VIVER : LÊMBRANÇAS DA AVIAÇÃO DE XIQUE-XIQUE BA .

FOTOS : ( A primeira : posse do novo agente Silvio Carlos Sampaio Bandeira, e despedida do ex-agente Humberto de Souza Nogueira, 1966 e a segunda : Humberto Nogueira e Silvio Bandeira, aviação em Xique-Xique ). O DC-10 da Aviação Aérea Rio-Grandense acabara de pousar .


Era um acontecimento dos mais divertidos, sempre acompanhado de olhares curiosos, que não disfarçavam a admiração e certo medo daquela espaçonave que cortava os céus da cidade de Xique-Xique, quase tocando os telhados das casas. Às vezes, a demora em pousar aquele grandioso ser metálico, era ocasionada, não por falta de habilidade do Comandante do dito avião, mas sim, pela enorme quantidade de animais que invadiam a pista de pouso. Aí entrava em cena o “tangedor” oficial daquele aeroporto, o senhor Viana, in memorium, conhecido como “Viana Fotógrafo”, com a sua veloz bicicleta Monark, dispondo de tempo exíguo para afugentar os animais, face ao iminente pouso do avião. O “trabalho” de afugentar os animais da pista de pouso sempre foi considerado de grande importância, pois, verdadeiramente, evitou-se alguns possíveis e prováveis acidentes da aviação em nossa cidade.

A aviação em Xique-Xique começou no ano de 1950, com a empresa Nacional Transportes Aéreos. Em 1959, o Consórcio Real S/A, incorporou o patrimônio daquela empresa. Nessa época, trabalhava como agente administrativo da empresa aérea, o senhor Humberto de Souza Nogueira. Entre os anos de 1950 a 1957, os aviões praticamente pousavam às cegas, pois não havia serviço de rádio, importante para a comunicação entre o comandante das aeronaves e a equipe em terra. Em 1958, chega à cidade de Xique-Xique, o Rádio Operador de Terra (R.O.T), Sebastião Sampaio Bandeira, vindo da cidade de Belmonte, sul da Bahia, para dar suporte ao vôos da empresa, como também, desenvolver outros serviços da rotina da empresa de aviação, como venda e reservas de passagens.Convidado para assistir ao casamento do irmão Sebastião Sampaio Bandeira e de sua futura esposa,a senhora Marluce Magalhães Lacerda Santos,a ser realizada na primeira quinzena do mês de agosto do ano de 1958,desembarca em Xique-Xique,Sílvio Carlos Sampaio Bandeira. O casamento do seu irmão, talvez por obra do destino, não aconteceu na referida data, sendo transferido para o dia 31 de setembro deste mesmo ano .

Em 1962, a VARIG S/A compra todo o consórcio das empresas Real S/A e Nacional Transportes Aéreos, que operavam com o tradicional equipamento Douglas DC-3, na configuração 28 (vinte e oito) passageiros, 04(quatro) tripulantes: 01(um) comandante, 01(um) co-piloto, 01(um) rádio-operador de vôo (ROV) e 01(um) comissário (a). As escalas do DC-3 de Belo Horizonte a Salvador (Belo Horizonte/Pirapora/Januária/Carinhanha/Bom Jesus da Lapa/Barra/Xique-Xique/Remanso/Petrolina), 28 (vinte e oito) passageiros e 04(quatro) tripulantes, velocidade 280 quilômetros por hora, peso total com bagagem, carga e combustível 11.885 quilos.Com a ida do senhor Edvando de Assunção Fontoura (Vaninho) para administrar a lagoa de Itaparica, de propriedade da família Nogueira, Sílvio Carlos Sampaio Bandeira assume o cargo de despachante operacional da VARIG S/A em Xique-Xique. Em 1966, o senhor Humberto Nogueira é transferido para Salvador, assumindo a promotoria de vendas nacional e internacional, desse modo, é empossado pelo inspetor Paulo Trevisanni, no cargo de agente Administrativo, o senhor Sílvio Carlos Sampaio Bandeira. Neste período trabalhavam como guarda-campo,o senhor João Pereira de Carvalho (João Grande) e seus auxiliares Osvaldo e André Gouveia, esses provenientes da região de Jequié e Ilhéus, respectivamente .

Esses valorosos funcionários tinham que estar atentos e, dez minutos antes do pouso das aeronaves, promoviam a retirada dos animais da pista de pouso. Em algumas ocasiões, quando fatores adversos surpreendiam, seja provocado pela pane no motor da estação ou nos aparelhos de comunicação, o próprio comandante, com manobras rasantes dispersava os citados animais. Entre os anos de 1968/1969, a Varig lança o novo equipamento para as operações normais da empresa em toda a sua linha de São Paulo a Recife com escalas em Belo Horizontes, Montes Claros, Bom Jesus da Lapa, Barra, Xiquexique, Remanso, Petrolina, Paulo Afonso. Era o Turbo hélice Super Advanced 748, para 44(quarenta e quatro) lugares de passageiros, e 06(seis) tripulantes: 01(um) comandante, 01(um) co-piloto, 01(um) engenheiro de vôo, 01(um) rádio operador, 01(uma) aeromoça e 01(um) aeromoço, com peso total (passageiros, cargas, bagagem e combustível) de 22.000 mil quilos, desenvolvendo velocidade de 450 quilômetros por hora.Poucos anos depois, no ano de 1975, a VARIG, devido a uma série de dificuldades de operacionalização e manutenção de aeronaves neste percurso, encerra suas atividades na cidade de Xique-Xique,Bahia.E foi assim que aconteceu.

POR : SÉRGIO CARVALHO BANDEIRA .
COLABORADOR : SÍLVIO CARLOS SAMPAIO BANDEIRA .
FONTE : JORNAL PAGINA REVISTA DE ERASMO DETERRA .

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