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XIQUEXIQUENSE NIZALDO COSTA E ROBERTO MENDES TEM MÚSICA GRAVADA POR REVELAÇÃO BAIANA .

Roberto Mendes e o Nizaldo Costa tem canção "Marujo" gravada pela revelação do Samba Brasileiro Mariene de Castro.

Diminutivo feminino de tabaréu (o mesmo que matuto, capiau), "tabaroinha" é como a baiana Mariene de Castro se define. Ao escolher o adjetivo como título de seu terceiro CD, ela procura mostrar que estrear numa grande gravadora (Universal) e ser acolhida como uma das mais promissoras cantoras de samba não estão alterando seu jeito de ser. — Saio da minha taba para me misturar com outras tribos, mas sem perder meu sotaque, meu canto, meu ritmo — afirma ela, grávida aos 33 anos de seu quarto filho, vou levar minha tabaroíce por aí até junho .

Quero contribuir com esse olhar e esse sentimento do tabaréu, que tem um tempo diferente, mais lento. E, hoje, ninguém tem tempo para mais nada. A realização do CD seguiu esse pensamento. Mariene, seus filhos, o produtor Alê Siqueira, os músicos (alguns estão com ela desde o início da carreira, em 1996) e técnicos passaram um mês num estúdio montado no meio de um parque florestal de Mata de São João (BA), pequeno município na Costa do Sauípe. — É um lugar simples, de gente simples. Não pegava telefone nem internet. Só à noite, quando íamos dormir num hotel em Sauípe, tínhamos acesso a isso. Foi fundamental para o disco ficar com a minha cara — conta. Mariene acha que, das 13 faixas, "Estrada do Canindé" é a que traduz melhor a tal tabaroíce. Mas a canção do pernambucano Luiz Gonzaga e do cearense Humberto Teixeira é exceção num repertório em que ainda predominam autores e sonoridades da Bahia. — Nos meus outros discos, 90% dos compositores eram baianos .

Agora tem Martinho da Vila, Arlindo Cruz, João Nogueira e, além dos cariocas, tem a Flavia Wenceslau, que é paraibana (autora de "Filha do mar") — diz ela, que considera natural priorizar o ambiente baiano. — As referências do candomblé, por exemplo, são muito próximas, sou filha de Oxum. Outros baianos contemporâneos são Nelson Rufino ("Amuleto da sorte") e Roberto Mendes ("Marujo", com o Xiquexiquense Nizaldo Costa). E ela ainda escolheu um tema de Dorival Caymmi ("Tia Nastácia", adaptação que ele fez de sua "Cantiga pro sinhozinho" para a trilha da primeira versão do "Sítio do Picapau Amarelo") e o lundu de Xisto Bahia que foi, em 1902, a primeira música gravada no Brasil: "Isto é bom". disse a cantora vem sendo mais comparada a Clara Nunes .

FONTE: Blog Notas Musicais do Jornalista Carioca Mauro Ferreira .

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