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AGRONEGÓCIO ACOMPANHA LICITAÇÃO PARA DRAGAGEM DE 320 KM DO RIO SÃO FRANCISCO .

Foto da Ipueira no Bairro da Ponta da Ilha em Xique-Xique-BA! Os agricultores do Oeste da Bahia e as empresas do agronegócio instaladas no Nordeste estão depositando suas fichas na licitação que deverá ser realizada para a dragagem do rio São Francisco entre as cidades de Ibotirama e Pilão Arcado . 

Matéria do Extra Online de 14/05/14! A licitação prevista ocorrerá na modalidade pregão eletrônico, pelo menor preço, e será conduzida pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). O edital da licitação prevê que a empresa vencedora realize obras de dragagem em 21 pontos críticos ao longo do trecho de 320 quilômetros. Se tudo correr conforme o previsto no cronograma, as obras deverão começar em junho e poderão estar concluídas em novembro, indicou a Codevasf ao Valor. Após a maior seca no Nordeste em mais de cinco décadas, o veio do "Velho Chico" minguou consideravelmente nos últimos dois anos. Em 2013, a Agência Nacional das Águas (ANA) determinou a redução da defluência na barragem de Sobradinho de 1300 m³ por segundo para 1100 m³ por segundo. Porém, os problemas de navegabilidade do rio São Francisco datam de antes da seca. As águas do rio nordestino já foram utilizadas pelas multinacionais do agronegócio Cargill e Bunge (através da Ceval Alimentos), além de Rodhia, Lafarge e Unilever (através da Cica Norte) e das nacionais Mauricea Alimentos e Caramuru Alimentos. 

Esta foi a penúltima a pular do barco, em 2006, quando desistiu também de um projeto de processamento de grãos por causa das dificuldades logísticas do interior da Bahia. A falta de conservação do canal hidroviário é apontado como o principal motivo de desistência da operação das empresas. A única empresa que atualmente utiliza o rio como via de transporte é a Icofort, que na safra 2013/14 transportou cerca de 24 mil toneladas de caroço de algodão do Oeste da Bahia até Juazeiro, onde está sua planta de processamento. O volume representa 25% do total consumido pela empresa em 2013/14. Porém, o presidente da companhia, Décio Barreto Jr., disse que se as obras "necessárias" não começarem este ano, a operação da Icofort no rio poderá ser interrompida. "Em junho já não vamos operar na hidrovia". Ele afirma que, para viabilizar economicamente o transporte fluvial no São Francisco, também é preciso realizar obras de derrocamento, que consistem na quebra das pedras do fundo do rio, além da sinalização do canal. Segundo o empresário, se o canal do rio São Francisco estivesse em bom estado, o custo do frete seria 20% mais barato que o atual valor pago para o transporte nas rodovias. Porém, devido à falta de conservação, a Icofort tem arcado com custos até 20% maiores que rodoviários. Por causa do baixo volume do rio, as embarcações chegam a demorar o dobro do tempo que durariam em condições regulares.  Na sexta-feira passada, dia 9, a empresa colocou nas águas do "Velho Chico" o primeiro comboio de caroço de algodão de seu "ano industrial" 2014/15 . 

Como o seguro morreu de velho, Barreto decidiu carregar o comboio com 2,4 mil toneladas, ou apenas 65% da capacidade total, para permitir que a embarcação ficasse leve o suficiente para não encalhar. A medida não foi suficiente para evitar problemas. Em apenas quatro dias, o comboio já está enfrentando dificuldades de avançar por causa do assoreamento do rio e da alta quantidade de pedras que já provocaram a quebra de algumas hélices da embarcação. O executivo acredita que o comboio levará ao menos dez dias para finalizar o trajeto, em um trecho em que normalmente é percorrido em cinco dias. Estima-se que a hidrovia do São Francisco tenha potencial para escoar ao menos 1,4 milhão de toneladas de soja, 2 milhões de toneladas de milho, 1,2 milhão de toneladas de caroço de algodão e 148 mil toneladas de algodão em pluma. Diferentemente de outros canais hidroviários, o curso do "Velho Chico" serviria para atender à indústria consumidora do próprio Nordeste, que hoje encontra dificuldades logísticas para acessar a produção de grãos do país.

Dragagem define-se como o serviço de desassoreamento, alargamento, desobstrução, remoção, derrocamento ou escavação de material do fundo de rios, lagoas, mares, baías e canais de acesso a portos. O principal objetivo é realizar a manutenção ou aumentar a profundidade. Com auxílio de dragas de sucção e recalque, é possível executar a remoção de materiais sólidos do fundo de corpos d’água como lodo e areia.

FONTE: JORNAL EXTRA ONLINE .

Jornal Centro Oeste Bahia '

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