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JACOBINA FAZ PARTE DO QUE PODERÁ SER O MAIOR ROTEIRO TURÍSTICO DA BAHIA .

(Por Gervásio Lima) A secretaria de Turismo da Bahia (Setur) lançará mais uma Zona Turística no estado, que irá se juntar às 13 já existentes . 

Esta será voltada para a região do Piemonte da Diamantina e o sul da Chapada Diamantina e vai resgatar a Estrada Real aberta pela Coroa Portuguesa no século XVII para unir a Bahia com Minas Gerais. O projeto que é semelhante ao já existente no estado do sudeste e que gera um lucro de R$ 15 bilhões aos vizinhos em turismo e licenciamento de produtos. O objetivo do Estrada Real na Bahia é resgatar o conjunto formado por rotas do ouro, no período colonial. Os estudos em andamento visam a reconstituição da estrada, a partir do seu eixo principal, que uniu, em 1725, os núcleos do ouro, num percurso da Chapada Diamantina, o municípios de Jacobina e Rio de Contas. “Nós descobrimos que o primeiro trecho dela, que vai de Jacobina a Rio das Contas, ainda existe: calçamento, tendas, capelas antigas no meio do mato, pousadas onde passavam as carruagens. Está tudo lá”, disse Pedro Galvão, titular da Setur. 

De acordo com o secretário, a estrada passa por 15 cidades e o projeto é de que seja o maior roteiro turístico da Bahia, atraindo um público diverso. A intenção é transformar a Estra Real no maior roteiro turístico da Bahia. “O foco vai ser em europeus que tem um maior interesse em roteiros históricos, como poloneses, ingleses e espanhóis”, frisou. Segundo o secretário, será firmado um convênio entre a Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) e a Setur para formar um Instituto da Estrada Real, responsável por administrar a zona. “O governo do estado não vai gastar nada, vamos fazer o levantamento do que vai ser necessário com os técnicos da CBPM”, afirmou Galvão, sem especificar o prazo de finalização da etapa. Já o nome do roteiro ainda não está definido, pois o estado de Minas Gerais registrou o nome “Estrada Real” para o seu próprio projeto e a Setur ainda está em contato para saber se ele poderá ser utilizado. O secretário afirmou que caso não seja possível, o roteiro será chamado de “Caminhos Reais da Bahia”. Participação municipal - A ideia de levar o desenvolvimento do turismo para todas as regiões da Bahia é importante, mas é preciso que os municípios trabalhem juntos para potencializar atrativos e a atividade turística. O município de Jacobina, apesar de possuir todas as condições de explorar os mais diversos tipos de atrativos turísticos, desde o religioso, ao ecológico e o de aventura, não se movimenta em torno de políticas públicas voltadas para o assunto . 

Enquanto os órgãos de turismo da Bahia e do Brasil e agências que exploram este setor comemoram o anúncio da criação da nova zona turística, o executivo jacobinense nem se quer se manifesta. Para especialistas em economia e desenvolvimento urbano, a indústria do turismo, além de sustentável, chega a ser tão importante quanto outras atividades no que se refere à geração de emprego e renda, mas, inexplicavelmente, Jacobina chega a fazer desdém do seu potencial. História - O caminho, criado durante o período do Brasil Colônia, não estava diretamente ligado ao escoamento de metais preciosos, mas foi de fundamental importância no transporte de carne bovina, escravos e produtos europeus. Era também a principal rota de desvio do ouro e dos diamantes. Na época, o metal circulava em pó e muitos mineradores levavam o ouro para a Bahia, onde adquiriam cabeças de gado para revender em Minas, movimentando um expressivo comércio. Assim a população mineradora podia fugir do pagamento dos tributos que eram cobrados pela Coroa .

FONTE: XIQUESAMPA .

Jornal Centro Oeste Bahia '

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