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O LIMITE DA MENTIRA E ARRELIA POLÍTICA, POR GERVÁSIO LIMA .

Que as pessoas mentem, isso todo mundo sabe, mas existem algumas que mentem muito mais e muito melhor do que outras. Quando o assunto é enganar, falsear e fraudar, as primeiras figuras que vêm à mente são as dos políticos, principalmente àqueles que estão mais próximos, vereadores e prefeitos. Artimanha de todos os malfeitores, a prática da mentira tornou-se cotidiana na vida de boa parte dos que foram confiados o voto. Com ações e comportamentos de bom samaritano, assim como os estelionatários, políticos travestidos de cordeiros utilizam da cordialidade e inocência da população de algumas cidades para aplicar seus golpes e se locupletar com o erário . 

Normalmente, os somente reconhecidos bandidos após suas passagens por cargos eletivos, chegam às povoações atuando geralmente em áreas de contato direto com os seus futuros lesados, os moradores. Chegam pregando a moralidade, a mudança e o desenvolvimento. Agindo como um autêntico Odorico Paraguaçu, o prefeito corrupto da fictícia Sucupira de O Bem-Amado, que representa a classe dominante, inescrupulosa e corrupta da política, com sua voz plurissignificativa, representa o discurso vazio e retórico dos políticos que buscam manter o poder e a legitimação, a qualquer custo. Ao chegar ao poder, como representante legal, ao ser eleito democraticamente através do voto popular, se torna exacerbadamente um cínico e falsário, não cumprindo o que prometeu e, o que é pior, surrupiando o que deveria ser aplicado em benefício da população . 

Para serem eleitos pregam a seriedade e a celeridade, portando-se como um verdadeiro paladino da moralidade, mas assim que conseguem seus feitos, como se fosse um Rei (e com sentimento de dever cumprido), se despede como um japonês: ‘sayonara’ (adeus). Ficando a cidade e o povaréu a ver navios, enganado, ludibriado e desiludido, com suas expectativas frustradas e seus brios feridos. A revista Scientific American mencionou recentemente o trabalho de uma equipe de pesquisadores liderados pelo psicólogo holandês Aldert Vrij, da Universidade de Portsmouth, que listou características típicas de mentirosos convincentes para ajudar a identificá-los. Muitas delas se identificam com os sujeitos que se refere o texto. Entre eles estão:

1- São manipuladores. Segundo o artigo, manipuladores mentem frequentemente e não têm escrúpulos morais – por isso, sentem menos culpa. Eles também não têm medo de que as pessoas desconfiem e não precisam de muito esforço cognitivo para fazer isso. A coisa meio que acontece naturalmente.

2 - São bons atores. Quem sabe atuar tem mais facilidade em mentir e se sente confiante ao fazer isso, pois sabe que é capaz de fingir muito bem. (Antes que comece a polêmica, não estamos dizendo aqui que bons atores são necessariamente mentirosos. A lógica é oposta: bons mentirosos é que são, geralmente, bons atores)

3 - Conseguem se expressar bem. “Pessoas expressivas geralmente são benquistas”, dizem os pesquisadores.  Elas dão uma impressão de honestidade porque seu comportamento sedutor desarma suspeitas logo de início, além de conseguirem distrair os outros facilmente.

4 - Imitam pessoas honestas. Mentirosos procuram imitar o comportamento que, no imaginário das pessoas em geral, são típicos de quem só diz a verdade – e evitam se parecer com a imagem que se tem dos mentirosos. Qualquer semelhança com alguma história vivida ou presenciada em alguma cidade é uma mera coincidência.

Por Gervásio Lima, Jornalista, Historiador e Colaborador do Blog Xiquesampa .

FONTE: XIQUESAMPA .

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