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RECORDAR É VIVER! LEMBRANÇAS DA ENCHENTE DE 1979, POR ADRIANO BRITTO .

Enchente de 1979, as águas do velho chico inundava a cidade, aqui a Praça Getúlio Vargas (Hoje Praça Dr. Rossine), ao fundo a Prefeitura de Xique-Xique.

Fevereiro de 1979 bem no mês e ano que minha irmã Aline Brito nasceu, nossa querida Xique Xique e várias cidades ribeirinhas do Rio São Francisco sofreram com uma das maiores se não a maior das enchentes de todos os tempos. Recordo muito bem como se fosse hoje, os repórteres José Raimundo e Hermano Henning estiveram em nossa cidade e fizeram várias reportagens pro Jornal Nacional, Fantástico e programas jornalísticos da Globo e outras emissoras como Sbt, Manchete, Bandeirantes, Cultura...Essa foi uma época muito difícil em nossa cidade, só se falava nos desabrigados, eu cheguei a visitar as tendas instaladas e as salas e corredores das Escola Polivalente e Professor Anita De Carvalho Silva. A Cidade de Xique-Xique sofreu com duas grandes enchentes, em 1949 a população teve um grande susto com as cheias do Rio São Francisco, as águas do Velho Chico invadiu às ruas da cidade destruindo várias casas, pessoas ilhadas e deixando centenas de desabrigados, o que ocasionou mortes e desespero na população. Já em 1979, 30 anos depois outro duro golpe do velho chico, esta considerada a maior de todas as enchentes, não só em Xique-Xique mas em todas cidades ribeirinhos do Rio São Francisco. Lembro como se fosse hoje, era um corre-corre danado, caminhões, helicópteros, aviões chegavam à toda hora em nossa cidade. 

Nessa época muitos Xiquexiquenses mudaram pra outras cidades baianas e pra outros estados brasileiro. A Equipe do Globo Repórter comandada pelos repórteres José Raimundo e Hermano Henning estiveram por mais de uma semana em Xique-Xique. Meu tio Édson, na época chefe do SAAE em nossa cidade chegou a dar uma entrevista ao então repórter da TV Globo Hermano Henning (Tio Édson tem essa foto até hoje), escolas e prédios públicos como a Escola Professor Anita de Carvalho e Silva ficou lotada de desabrigados, nosso Caís não segurou as águas fortes e avassaladoras do Velho Chico. A Bahia e o Brasil se solidarizou com a agonia do povo Xiquexiquense enviando cobertores, alimentos e ajuda humanitária aos desabrigados, todo instante os meios de comunicação davam cobertura ao triste acontecimento. No incío dos anos 80 chegou em nossa cidade a Empresa Rodoferréa, foi ela quem construíu o segundo Caís em Xique-Xique. Em cada cheia do Velho Chico liga-se o "Sinal de Alerta", água é "trem" traiçoeiro .

Por Adriano Pereira de Brito .
Apoio Cultural: Bebeto Galvão e Sintepav-BA .

FONTE: XIQUESAMPA .

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