A tricentenária Fazenda Carnaúba tem muitas histórias para contar! O Coronel Gustavo Teixeira da Rocha foi o primeiro proprietário e denominou as terras de Fazenda Carnaúba devido a grande qualidade da planta nas terras. Outro proprietário foi o conselheiro Luís Viana que foi promotor de justiça da comarca de Chique-Chique, entre 1872 e 1878, foi um dos proprietários da tricentenária Fazenda Carnaúba, localizada a sudeste da sede municipal.
As primeiras povoações começaram quando o Coronel Gustavo Teixeira da Rocha instalou sua fazendo por volta de 1860. Rosalvo e Messias eram seus filhos. Rosalvo formara-se em Direito na cidade de Salvador em 1907, e logo ocuparia cargos jurídicos nas comarcas da região do São Francisco. Em 1912, Rosalvo foi ameaçado de morte, pois inimigos disseram que se ele pusesse os pés em Xique-Xique, iriam matá-lo. O motivo da ameaça devia se relacionar a brigas político-partidárias. Sabendo disso o Coronel Gustavo Teixeira da Rocha entrou em contato com o Coronel Militão Rodrigues Coelho, um dos chefes políticos da cidade de Barra do Mendes (BA) de quem era bastante amigo, inclusive eram compadres.
Dias antes de Rosalvo desembarcar do vapor em Xique-Xique, Militão chegou na Fazenda Carnaúba, com sua cabroeira (Tropa) de cerca de 150 homens. No dia do desembarque, o Cel. Militão Coelho e seu quartel general com a fitinhas vermelhas tripudiando na boca dos fuzis entrou em Xique-Xique, foi para o cais, e lá ficou esperando o vapor. Rosalvo chegou e ninguém mexeu nele. Xique-Xique estava conflagrado pelo grande conflito, que ficou conhecido pelo nome de ‘Barulhos de Chique-Chique’. Essa visita foi uma demonstração de força, colocando-se a disposição do amigo Rosalvo depois se estabeleceu em Jacobina e Salvador. Messias morou em Juazeiro e Xique-Xique. Era avô do engenheiro Flavinho e Guaracy (in memoriam), Magdala e Janary.
O povoado de Fazenda Carnaúba fica a 12 km ou duas léguas da cidade de Xique-Xique. Tendo por cenário um riacho perene, uma extensa mata e belos coqueirais, um verdadeiro oásis encravado no sertão. Possui uma escola em homenagem a dona Hormezinda Teixeira da Rocha. O Carnaubano Colombo, é uma verdadeiro contador de casos, morador mais antigo da localidade, sua pick-up verde ainda é bem conservada, já deu carona a muito gente que precisa ir a cidade onde os moradores mais antigos falam "RUA" (Ei Colombo, vai pra rua hoje?). Alguns anos atrás a maior parte dos moradores fundaram o povoado de Baixa Dos Mocós, principalmente o povo da família dos saudosos Amando e Laura e a Associação da Carnaúba. O bom carnaubano já dançou muito forró ao Som de Olavo, Ceguinho, Erisvaldo, Nelson, Agnaldo Feitosa, Patricia Molhada e outros, principalmente nas festas juninas da casa de Dona Jacy, D. Alzira, na Casa Grande de Geraldo Carioca, Colina, Zezinho, Cuscuz, ou no Colégio vivenciando o verdadeiro festejo junino com fogueiras, quebra-pote, gato no pote, cabra cega e muito mais. Saguim e Zé Galego eram um dos maiores derrubadores de fogueiras.
Quem de lá num jogou futebol defendendo as cores da Seleção da Carnaúba sob o comando e os xingamentos também do mestre-mor e inesquecível Flavinho Teixeira, o Garrotão da Carnaúba, ou se simplesmente conheceu as figuras ímpares do lugar, a exemplo de Vandinho, Ricardino, Delegado Cesário, Laura, Anizinho, Antônio de Mário, Tonhão, Bicudo, Seu Luiz, Nego Gato, Fussura de Nico, Homão, Domingão, Domingo Cobra, Bindão, Osmar, Colombo, Pedrito, o Velho Anísio, e outras personalidades ilustres desse lugar agraciado por Deus.
A igreja católica de Santo Antônio no povoado da Carnaúba foi construída por Dona Jacy Teixeira de Castro no ano de 1963! Por muitos anos os "Carnaubanos" batizavam seus filhos na igreja de Santo Antônio, a capela tem capacidade para cerca de 80 pessoas estão os restos mortais de "Mãe Preta", uma decente de escravos que trabalhou na Casa Grande do senhor Flávio e dona Jacy, além dos restos mortais do Senhor Flávio, Flavinho, Dona Jacy e Guaracy. Dona Jacy pediu em vida que nunca deixassem de realizar a tradicional missa neste templo religioso, com isso Janary Dona Maguidala e família mantém a tradição da missa todos os anos.
Por Adriano Brito e André Teixeira,
FONTE: XIQUESAMPA.

































